Quando um acidente deixa uma sequela permanente que dificulta o trabalho, muita gente acredita que só resta se afastar definitivamente — ou então desiste de buscar qualquer direito. Mas existe um benefício pouco divulgado para essas situações: o auxílio-acidente. Ele funciona como uma indenização mensal e, ao contrário do que muitos pensam, é pago enquanto a pessoa continua trabalhando. Veja a seguir quando ele é devido, quem pode receber e como é calculado.

O que é o auxílio-acidente

O auxílio-acidente é um benefício de natureza indenizatória. Ele não substitui o salário: é pago junto com a remuneração do trabalhador, como uma compensação pela redução da capacidade de trabalho causada por uma sequela permanente.

Um ponto importante: o auxílio-acidente é diferente do antigo auxílio-doença (hoje chamado de auxílio por incapacidade temporária) e da aposentadoria por invalidez. Esses outros benefícios são pagos quando a pessoa está incapaz de trabalhar. Já o auxílio-acidente é para quem continua trabalhando, porém com mais dificuldade.

Quando se tem direito?

Para a concessão, é preciso reunir três elementos, comprovados por perícia médica do INSS:

Ou seja, não é qualquer lesão que gera o direito: ela precisa ser definitiva e impactar a atividade profissional. A relação entre o acidente e a sequela (o chamado nexo causal) também precisa ficar demonstrada.

Quem pode receber?

Têm direito ao auxílio-acidente:

Por outro lado, o contribuinte individual (autônomo) e o segurado facultativo não têm direito a esse benefício. Não há exigência de carência: basta estar na qualidade de segurado no momento do acidente.

Quanto vale e até quando é pago

O valor corresponde a 50% do salário de benefício do segurado. Ele é pago a partir do dia seguinte ao da consolidação da sequela e se mantém até a véspera do início de uma aposentadoria ou até o falecimento do segurado. Por ser um valor pago junto ao salário, ajuda a compensar o esforço extra do dia a dia.

Como solicitar

  1. Reúna os documentos médicos — laudos, exames, atestados e tudo o que comprove o acidente e a sequela permanente;
  2. Solicite o benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS, ou pela central 135;
  3. Compareça à perícia médica, que avaliará a sequela e o nexo com o acidente;
  4. Acompanhe o resultado. Negativas por suposta ausência de sequela ou de nexo são frequentes — e, muitas vezes, revertidas com recurso ou ação judicial.

Vale a pena buscar orientação

O auxílio-acidente é um dos benefícios mais subutilizados do INSS, justamente porque muita gente não sabe que tem direito a recebê-lo enquanto trabalha. No KLM Advocacia, analisamos o seu caso, ajudamos a reunir as provas certas da sequela e do nexo causal e acompanhamos o pedido — com atendimento presencial em Ananindeua (PA) e online para todo o Brasil. Fale com uma de nossas advogadas e descubra se esse direito é seu.